Encontro Sul-Americano da Carta das Responsabilidades Humanas propõe maior articulação das redes e projetos sociais

por Suzie Marra 28.07.06
dezembro 2006

No encerramento do Encontro Sul-Americano que aconteceu na sede do Instituto Pólis, terça-feira, dia 24,às 19 h, do qual participaram além do Brasil, enviados do Chile, Peru, Bolívia, Argentina e Colômbia estiveram presentes várias instituições, redes sociais e ONGs, além de representantes do Parlatino (Parlamento Latinoamericano) para dialogar, trocar experiências e articular, projetos integrados que possam conformar-se e interagir de modo a obter uma dinâmica e metodologia comuns com base na Carta das Responsabilidades Humanas.

A reunião deu continuidade ao Encontro realizado na cidade de Parati , de 18 a 23 de julho no qual se discutiu a possibilidade de instalação de uma assembléia regional de cidadãos latino-americanos com vistas a construção da comunidade sul-americana das nações .Essa proposta deverá ser apresentada ao Comitê Internacional de Difusão da CRH, por ocasião da reunião internacional, marcada para outubro, na África do Sul.

Cumpridos os objetivos do Encontro em sua proposta original de trocar experiências e tomar conhecimento das iniciativas que estão sendo desenvolvidas nos países da América Latina, com base na CRH e, ’a partir daí avançar nas ações’ - conforme colocação de Carlos Liberona, do Chile, membro do Comitê Internacional de Difusão da CRH, juntamente com Diego Escobar Diaz,da Colômbia e Isis de Palma do Brasil, também organizadores do evento – ficou a seguinte indagação: ’Se tanto está sendo trabalhado para o desenvolvimento humano e social ( por empenho individual, profissional e institucional) porque não se percebe uma mudança na sociedade?)

A essa pergunta foram feitas observações que, por sua vez, geraram uma das conclusões do Encontro: as iniciativas devem ser integradas e apoiadas mutuamente na tentativa de torná-las mais legitimadas, de forma a obter mais impacto; a comunicação tem destaque nesse processo e o jornalista deve exercer seu papel servindo como ponte entre os fatos e a sociedade, de modo a atuar e influir com responsabilidade na transmissão da informação. Essa observação sobre o papel da comunicação, pontuada pela jornalista e coordenadora do Núcleo Brasil da Aliança Internacional de jornalista ,Vera Salles, foi uma questão que permeou as discussões sobre as redes e entidades,que, muitas vezes, se sentem impotentes e isoladas na medida em não conseguem ter um resultado mais concreto das suas ações.

Como complemento, é importante citar, também, o comentário de Hamilton Faria, do Instituto Polis:’ Venho realizando com a colaboração de vários colegas um trabalho de popularização da CRH cujo nome é ’ Conversas de Rua’ e, com essas atividades que acontecem em geral nas praças e logradouros públicos, temos tido a oportunidade de verificar que 80% das pessoas têm uma opinião diferente daquilo que é creditado pela mídia’.

Assim, no âmbito do encerramento dos trabalhos permanece a sensação de que, o homem se distanciando da natureza, afasta-se também da sua natureza,e, conseqüentemente, da consciência de que faz parte de um todo. Dentro desse cenário, a CRH pode representar um instrumento de ação na tentativa de (re)aproximação da humanidade se, adotada, como guia e base para o desenvolvimento humano e social na vida internacional.