Uma midia plural, responsável, democrática e solidária

J-Aliança Brasil é um espaço de debates, reflexões e de intercâmbios entre produtores de informação sobre as noções de responsabilidade dos jornalistas e a responsabilidade da midia em nossas sociedades, tendo em vista as mudanças dessas práticas.

abril 2007

Os jornalistas brasileiros, atendendo aos interesses comerciais das empresas editoras, seguem a tendência da imprensa mundial, de colocar a preocupação com a audiência das matérias (o fato negativo ‘vende’ mais que o positivo) à frente das causas da paz e da responsabilidade social. Grandes grupos econômicos voltados para o interesse do capital, dominam a circulação da informação no mundo. As in-formações são segmentadas e banalizadas, com ênfase ao que é ruim, que pode impactar a opinião pública, desconsiderando a questão da ética e da responsabili-dade social. As informações que dizem respeito às minorias não são incluídas nas pautas.

Sabemos todos que o trabalho de jornalista não anda bem. Sabemos até que ponto os indivíduos que o exercem também não se sentem tão bem assim. As causas já foram amplamente estudadas, os diagnósticos são confiáveis, o que temos averiguado é que os efeito de uma mídia irresponsável pode trazer conseqüências danosas para a sociedade. Contudo, no mundo inteiro e paralelamente às pesquisas de todos os tipos de observadores, uma quantidade cada vez maior de jornalistas refletem e agem, a nível pessoal ou coletivo, mais ou menos elaborado. Estes jornalistas ficam tentando, elaborando, resistindo, tentam reapropriar-se da responsabilidade de sua função e de sua ética.

Para lutar contra o sentimento de impotência, para quebrar o isolamento que tira toda motivação, a FPH se propõe favorecer, num primeiro momento, o desenvolvimento de uma dinâmica internacional de reflexão e de ação sobre o tema da « responsabilidade » dos jornalistas e produtores de informações; e depois, ampliar o trabalho sobre o papel e o lugar da mídia nas nossas sociedades.

Este espaço quer ser, antes de tudo, construtivo. Pretende favorecer o intercâmbio, o debate e a troca de experiências. Tem a ambição de criar uma inteligência comum e um poder coletivo para ter um peso e uma influência sobre as práticas jornalísticas. Se o engajamento profissional de cada um não precisa ser questionado, o grupo como tal recusa o sectarismo, o dogmatismo e a ideologia. A dinâmica de troca e de rede não tem, como objetivo inicial, a promoção de um novo modelo único de imprensa como alternativa ao modelo dominante, mas garantir a variedade e a diversidade das abordagens. Baseada na convergência dos valores profissionais e humanos, a temática geral da responsabilidade dos jornalistas será, portanto, diretamente posta à prova nos grupos de trabalho, pela aceitação de cada um em ser questionado em suas opiniões.

Para lutar contra o sentimento de impotência, para quebrar o isolamento que tira toda motivação, a FPH se propõe favorecer, num primeiro momento, o desenvolvimento de uma dinâmica internacional de reflexão e de ação sobre o tema da « responsabilidade » dos jornalistas e produtores de informações; e depois, ampliar o trabalho sobre o papel e o lugar da mídia nas nossas sociedades.

Este procedimento de interligação deverá começar a funcionar com o tempo. Na primeira fase se inicia com alguns jornalistas parceiros da fundação há muitos anos e que já começaram um trabalho deste tipo em vários lugares do mundo. Esta aliança irá abrindo-se constantemente para todos aqueles que querem fazer parte dela, desde as pessoas físicas até os membros dos grupos profissionais internacionais. Nosso espaço temático está portanto totalmente aberto ao conjunto de profissionais que já enfrentaram, enfrentam ou querem enfrentar a temática da responsabilidade dos jornalistas. Nossos suportes, feitos de páginas virtuais e de encontros físicos, foram concebidos para acolher regularmente novas contribuições, respeitando assim o ritmo de cada um.